
Por mais que faça frio, eu vou sair,
vestida de sol e,
por mais que ele se ponha, eu vou seguir,
assim, na escuridão do meu cansaço…
Lançar sementes,
pelo mundo descalço.
pés na terra,
conexão em fluxo sanguíneo.
Liberdade não é solidão,
é forja sagrada das escolhas,
cura em trajetória,
é destino.
Tire os seus sapatos e olhe as estrelas.
Os vagalumes nos guiam!
O portal está aberto,
os encantados nos observam e,
a nossa permissão é consentida.
A mata fez-se alento,
é primavera, aflorada das sutilezas!
Suas mãos tocam o solo sagrado,
o fogo desperta meus olhos.
É tempo em verbo
de permanecer,
de sonhar,
de Cercania,
Frestas de azul intercalam as folhas.
Os astros pintam brumas na sua pele
Nossas línguas desenham ondas
Eu, inteira
Você, inteiro
Respiro de amor ao mundo,
vestimenta de andorinhas.
Há feridas, eu sei. Consigo abraçar seus espinhos
e, da minha pele rasgada tinjo rosas vermelhas.
Eu te vejo com os olhos compartilhados, antigos…
A vida nua em seu voo comovente,
onde eu não sei mais deixar de ir.

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