
Faz pouco tempo que o grão de areia esbarrou, meio sem perceber, nos pés descalços que pisavam firmes os seus sonhos.
Traçou uma trajetória impulsionada à revelia, sensível, quase perene.
Jamais estive lá, mas pude ver. Certas imagens dançam pelo espaço como os sorrisos francos e despreocupados.
Fechei os olhos e senti a sua presença,
uma metáfora que aprisiona estrelas, costura desejos e sentidos fluidos.
Faz tempo e… Eu nem estava aqui.
Quem sabe era o grão de areia que você dispersou ao caminhar resoluto, descalço, meio perdido, cabelo emaranhado e olhar castanho.
E só uma vontade minha de querer e (ser) sua sem saber
Quem sabe?

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