Novembro

Foi vento maresia

quente, parado,

que viu o menino de longe.

Quis tocar

Mas, vento toca?

Foi a tempo que o viu,

plantado feito árvore.

O resgatou e cortou velhos galhos.

Mas, tempo corta?

O menino soltou e correu para o vento maresia,

que já se adiantava.

As folhas já tinham caído.

Seus olhos centrados miraram a esperança,

que seguiu mais rápida que o menino…

Sem saber ele ficou parado,

cacheado, galho cortado,

de longe…

querendo tocar.

2 respostas para “Novembro”.

  1. Eu amo ler você! Obrigada por tanta sensibilidade

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