
* ILUSTRAÇÃO DE MAURÍCIO NEGRO
Apresento a vocês a possibilidade de conhecer melhor a cultura indígena de uma maneira bela e sensível. São dez indicações de livros escritos por sete autores indígenas, representantes de povos distintos. Através destas histórias as crianças aprenderão mais sobre a diversidade, a cultura, a valorização do Outro e da natureza. Para conhecer melhor a história do território que ocupamos e valorizar a cultura indígena, não deixem de conhecer e ler as indicações a seguir.
- Graça Graúna do povo Potiguara
Lá na aldeia, à tardinha, quando o sol pinta de amarelo queimado a barra do dia, a passarada busca em cada árvore o seu cantinho, enquanto as crianças em algazarra também voltam para as suas casas, ansiosas para ouvir as muitas histórias que os mais velhos narram (GRAÚNA, 2010, p. 1).
Ø GRAÚNA, Graça. Criaturas de Ñanderu. Ilustração de José Carlos Lollo. São Paulo: Editora Amarilys, 2010.
- Daniel Munduruku do povo Munduruku
Você viu o rio, olhou para as águas. O que eles lhe ensinam? A paciência e a perseverança. Paciência de seguir o próprio caminho de forma constante, sem nunca apressar seu curso; perseverança para ultrapassar todos os obstáculos que surgirem no caminho. Ele sabe aonde quer chegar, não importa o que tenha que fazer para isso (MUNDURUKU, 2009, p. 31).
Ø Munduruku, Daniel. Meu avô Apolinário. Um mergulho no rio da (minha) memória. Ilustrações de Rogério Borges. São Paulo: Estúdio Nobel, 2009.
Ø ________, Daniel. Catando piolhos e contando histórias. Ilustrações de Maté. São Paulo: Brinque-Book, 2006.
- Eliane Potiguara do povo Potiguara
Tajira, imagine um mundo sem noite nem lua! Até o sol vivia cabisbaixo com aquela sina, pois ele, que é um astro majestoso, não queria prejudicar ninguém (POTIGUARA, 2012, p. 11).
Ø POTIGUARA, Eliane. O coco que guardava a noite. Ilustração de Suryara Bernardi. São Paulo: Editora Mundo Mirim, 2012.
- Olívio Jekupé do povo Guarani
Popyguá sentou-se ao lado da fogueira, que estava quase apagando, e começou a assoprar, tentando reacendê-la. Aproveitou e colocou água para esquentar para fazer chimarrão (JEKUPÉ, 2006, p. 10).
Ø JEKUPÉ, Olívio. Iarandu. O cão falante. Ilustrações de Olavo Ricardo. São Paulo: Editora Peirópolis, 2006.
- Yaguarê Yamã dos povos Maraguá – Sateré Mawé
Quando chega a noite, do mesmo modo que faziam seus antepassados, o velho caminha para uma das casas cobertas de palha e senta-se numa das redes. Então, o pessoal da aldeia e as crianças se aproximam e sentam aos seus pés, sob as lamparinas acesas, para ouvir as histórias e aventuras do nosso povo (YAMÃ, 2001, p. 9).
Ø YAMÃ, Yaguarê. Puratig. O remo sagrado. Ilustração de Queila da Costa. São Paulo: Editora Peirópolis, 2001.
Ø _____ , Yaguarê. As pegadas do Kurupyra. Ilustração de Oziel Guaynê .São Paulo: Editora Mercuryo Jovem, 2008.
- Cristino Wapichana do povo Wapichana
A onça sentou-se elegantemente e começou a beber paracari, uma bebida milenar tradicional fermentada feita de mandioca, servida em cuias grandes e bebida coletivamente, enquanto se conversa sobre o cotidiano (WAPICHANA, 2009, p. 8).
Ø WAPICHANA, Cristino. A onça e o fogo. São Paulo: Editora Amarilys, 2009.
Ø _________, Cristino. A boca da noite: Histórias que moram em mim. São Paulo; Zit Editora, 2016. (Vencedor do prêmio FNLIJ 2017 de melhor livro infantil e prêmio FNLIJ Melhor Ilustração)
- Ely Macuxi do povo Macuxi
Os velhos de nossa aldeia contam que a vida começou no oco do pau de paxiúba. E que lá, na escuridão moravam duas centopeias chamadas de Kaini e Yanki (MACUXI, 2010, p. 5).
Ø MACUXI, Ely. Ipaty. O curumim da selva. Ilustrações de Mauricio Negro. São Paulo: Editora Paulinas, 2010.

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