
Wanabí, filha deste chão, refletia luz, seja ela do sol, dos raios, da lua ou da escuridão. Cabelos longos, muitas vezes ficavam presos em qualquer coisa que encontrasse em seu caminho. Viva correndo, solta, os seus olhos pareciam diferentes a cada momento. Pequena e veloz Wanabí corria o mundo que podia alcançar.
Era noite quente, escura e sem lua, Wanabí se banhava no rio quando ouviu um chiado próximo… Olhou a sua volta, saiu da água e o chiado parou.
Decidiu caminhar mais a diante. O chiado voltou, soprou em seu ouvido e ela escutou.
Era vento falante, espírito protetor que dizia: _ corre Wanabí, corre que eles estão chegando! Vá avisar aos seus se prepararem para a grande batalha.
Wanabí correu com os cabelos soltos prendendo nos galhos partidos, mas…
Foi inevitável!
Quando Wanabí chegou já não havia mais ninguém. Ela chorou caudalosamente e o rio encheu.
Passou muito tempo a vaga buscando sabedoria para entender tudo e perdeu-se de seu lugar.
Correu, correu o mundo que podia alcançar…
O chiado voltou e soprou em Wanabí que adormeceu o sono profundo de sua terra esperando um dia retornar para poder correr livremente e contar aos seus que o espírito havia se enganado.
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