
Início, meio, fim e recomeço.
Centralidade interna que ciclicamente coloca o indivíduo em chamamentos existenciais.
Marcamos estruturas e definições que indicam efetivamente nossas existências mecânicas ou raciocinadas, quando buscamos minimamente controlarmos a nós mesmos e o que nos cerca.
Mas, felizmente essa história não é bem assim.
Somos ínfimos na imensidão e é o tempo que nos rememora este fato, mas também é Ele que nos dá a centralidade que por vezes oprime, silencia, liberta e regenera. Eis o eixo apoiador da jornada das vidas, a pausa para a busca do que somos e de quem gostaríamos de ser.
Durante a vida e aos anos que passam, sem muito mérito, podemos até sugerir pequenas verdades, desde que a nossa intenção visione a totalidade insofismável dos ciclos atravessados cotidianamente nesta pequena casa azul em que habitamos. Porém, pobre dos homens que se fazem Deuses restritos e egoístas nesta morada de todos nós.
Livres são aqueles que se fazem parte elementar desta mãe que nos acolhe e se reconstroem através dos tempos:
De afetos;
De luta;
De terra;
De estrelas;
De crescimento;
De luz.
O tempo, infinito transporte dos seres eternos que chegam e que partem. Elemento necessário à reflexão e ao amor,
Imprescindível à construção de seres melhores em si, para traçar caminhos que um dia se cruzarão.
Seja como for é o tempo que nos revelam trajetórias delineadas em sua relatividade divina. E sempre continuaremos de mãos dadas com o senso insondável do tudo.
Feliz novo tempo!

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