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Em tempos de crise descobrimos que nada é permanente, que somos empurrados e jogados para fora do eixo, estáticos de nossas permanências ilusórias.
Que o mundo não é perfeito e que mesmo sabendo disso, queremos sê-lo.
Nos tempos de crise brotam as incertezas por que nada esteve tão certo.
Tempos de “descer montanhas”
Tempo de mudar,
Tempo de crescer,
Tempo de plantar,
Tempo de romper.
Em tempos de crise… Crianças brincam e Fazemos histórias.
Escrevemos poemas, ofertados como flores que se abeiram nos jardins do cotidiano.
Podemos ler em muitos lugares, que como ondas o tempo leva e o tempo traz. Está escrito nas grandes rochas o que fomos, somos e buscamos ser.
A dança do tempo nos leva a produzir a cada aurora o exercício de ser e mesmo nas escolhas em crise, a rememorar nossos ajustes.
Decreto essencial da vida que acolhe coletividades e que não diz respeito apenas ao Outro. Ampla gama de possibilidades torna, ainda, a necessidade de transformação do homem ensimesmado.
As crises revelam bruscamente que é preciso ajustar. É preciso olhar adiante carregando consigo a consciência dos contrários, por que não está sendo cabível construir nada novo, mantendo velhas relações segmentadoras.
A utilidade desses tempos que circulam é fundamentalmente, o de se colocar no lugar do Outro e saber que além de indignar-se com situações temerárias, é saber o que se projeta e constrói coletivamente para lutar pelo exercício das coisas.
Tempos de crise, tempo doído, indeciso e possível!

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