Celebro o meu dever de transmitir e trocar conhecimento. Celebro a liberdade de escolher estar nesse lugar, construindo pontes em chão de pedras e por isso, me permito, por lugar de causa, pedir a benção de Cora Coralina.
Quem melhor construiu pontes fincadas sobre as pedras de uma velha casa em nobre Cidade de Goyaz? Fazendo doces e contando histórias, com açúcar e literatura?
Foi no rastro de Cora que parti. Daquele lugar que me é tão caro para dizer que a literatura transforma e revoluciona.
Cora Coralina e “Goiás Velho”, a cidade se confunde com a mulher madura, a velha sábia, aquela que sabe e por saber protege. A memória ponte de gerações de mulheres que ensinam mulheres fortalecendo a identidade dos anônimos que silenciosos fazem história.
E o sagrado elemento central entre muros, pedras, becos, doces e poesia fortalece o cotidiano de odores e cantigas afetivas no longo drama que se chama vida.
A terra é templo
O lavrador é semeador.
A lavoura é altar.
O grão é oferta.
(Coralina, 1976)


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